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Oradores:

Fernando Nobre

Rui Marrana

Diálogos dia 10

A inclusão das temáticas do esoterismo no temas das conferências não desiludiu. Tivemos a segunda maior assistência do ciclo e a maior participação do público no debate.

Para além disso, foram estabelecidos vários diálogos entre as intervenções dos palestrantes. Naturalmente, entre a visão da astróloga e do tarólogo verificaram-se mais afinidades, no entanto, não há dúvida que a intervenção da Estela Guedes sobre a carbonária revelou a forte componente mistica que existe na maçonaria.

Assim, fomos transportados do céu à terra, e com as referências feitas a Carl Jung e António Damásio, ficamos com algumas ideias chaves:

1. – Que somos energia;

2. – Que a Ciência é uma forma de observar e de classificar a Realidade (conhecimento objectivo). Já o Esoterismo é uma forma de viver a Realidade (conhecimento entrelaçado), sendo a Realidade é tudo o que existe;

3. – Que a humanidade está numa fase de transição e que passará a utilizar mais o hemisfério direito do cérebro;

4.- Que o esoterismo é o conhecimento interior, a experiência subjectiva, a revelação, a iniciação, a iluminação, a primazia do sujeito.

Em suma, mais uma noite muito bem passada.

Oradores:

Maria Flávia de Monsaraz

Luís Resina

Estela Guedes

Diálogos dia 8

Mais uma casa cheia para ouvir os nossos convidados e as suas abordagens ao tema proposto, o diálogo entre ciência e humanismo.

João Lobo Antunes, que deu inicio à conferência, lembrou que o objectivo dos humanistas era o desenvolvimento das humanitas, ou seja, das virtudes humanas como compreensão, benevolência, compaixão, misericórdia, fortaleza, prudência, eloquência, amor, o que obrigava ao autoconhecimento.

Nas suas próprias palavras, João Lobo Antunes diz que “o que talvez melhor define a humanidade do médico é simplesmente a sua proximidade do outro, proximidade entendida não só no mero sentido físico, presencial, mas a que está expressa numa das mais belas definições da arte de tratar que conheço: uma confiança que procura livremente uma consciência”.

E na evolução do seu pensamento, relembra que a especialização do conhecimento “provocou” o aparecimento de um fosso entre cientistas e intelectuais – C. P. Snow (The Two Cultures: and A second look) para o efeito: “Literary intellectuals at one pole – at the other scientists. Between them a gulf of mutual incomprehension hostility and dislike, but most of all lack of understanding”. – que é nocivo, “porque é outra a medicina praticada por um médico culto…”

Maria do Sameiro Barroso levou-nos a uma viagem desde os primórdios da actividade médica, onde “na mentalidade primitiva, imperavam os deuses, os próprios astros ou os outros seres da natureza podiam ser personificados e os meios de acção da medicina religiosa consistiam em preces ou sacrifícios, em honra das divindades”, até à actualidade.

Através dos achados arqueológicos e de relatos incluídos em obras clássicas – Ilíada (Aquiles trata Pátroclo) – é possível afirmar que a cirurgia é uma arte praticada há muitos anos e que a componente mágica que sempre esteve ligada à medicina e aos médicos ainda não se perdeu.

Por sua vez, Luís Oliveira, ao focalizar a sua intervenção na evolução da técnica, colocou o dedo da ferida, afirmando que existe uma sombra na tecnologia, no sentido em que as promessas e as expectativas criadas ainda estão por cumprir. E esta circunstância já se sente desde a revolução industrial.

Por fim, a audiência participou vivamente no debate, trazendo questões pertinentes à temática e fazendo com que a noite fosse muito interessante.

Oradores:

João Lobo Antunes

Maria do Sameiro Barroso

 

Luís Oliveira

Diálogos dia 6

Mais uma excelente conferência.

Tivemos a oportunidade de ouvir três (ou melhor, quatro) vozes sobre a imensidão e vastidão de laços que ligam os universos da ciência e da poesia e que nos revelam conhecimento e sentir numa convergência hamónica.

Vários nomes foram evocados para o efeito: Lévi-Strauss, van der Heyden, Luís Miguel Nava, Sophia de Mello Breyner Andresen, Charles S. Peirce, Alexandre O’Neill, Einstein, etc.

Naturalmente, as impressões pessoais não deixaram de ser expressas. E aqui fomos transportados para dimensões interiores que revelam diferentes reflexos do espelho que compõem a poesia e ciência:
as realidades próprias, a percepção individual do mundo, a complacência, a alteridade, as formas de linguagem, a imagética, os saltos quânticos, etc.

Mas não só!
Até a revolução cubana e Che Guevara assumem outra particularidade quando percepcionados num peito voluptuoso. E esta circunstância só poderá ser descrita pela poesia.

Por fim, o debate ultrapassou as expectativas. Mesmo as dos próprios conferencistas.
Uma noite muito bem passada!

Oradores:

ma9Maria Azenha

valter hugo mãe

TTudela 400x348Teresa Tudela

Diálogos dia 4

Que dizer da conferência da noite de ontem?

Dizer que os oradores nos presentearam com duas magníficas abordagens ao tema proposto, estabelecendo pontes de ligação entre a terminologia e as diversas esferas de actuação consideradas na dimensão militar é pouco.

Também nos guiaram pela diferenciação entre as realidades e as percepções inerentes às circunstâncias militares e avisaram-nos que, infelizmente, a guerra não anda tão longe como parece.

De seguida, fazendo jus à temática simbólica, entre outros, George Orwell, Hannah Arendt e Fernando Pessoa foram as referências ilustrativas nas palestras dadas.

Por fim, um debate animado por um excelente contraditório onde os assuntos actuais foram referidos:
Obama e o simbolismo do prémio Nobel, a NATO, o Afeganistão, o Iraque, etc.

Em resumo:
Uma noite noite bem passada a ouvir dois excelentes e cultos comunicadores.

Oradores:

Loureiro dos Santos

JRC

Rodrigues do Carmo

Diálogos dia 2

Ontem à noite iniciaram-se os Diálogos com a Ciência.

Não podíamos ter começado de melhor maneira.

Casa a arrebentar pelas costuras (houve quem aguentasse de pé até ao fim por não haver mais lugares sentados) para ouvir duas pessoas extremamente cultas que, através das suas magníficas intervenções, excederam as nossas melhores expectativas.

Durante três horas, um bispo e um físico presentearam-nos com uma conversa fantástica onde duas visões distintas, mas plenamente complementares, nos indicam o caminho no sentido da verdade esclarecida e responsável.

Em resumo, a mensagem que fica da conversa de ontem é muito simples:
Assim como na vida, o diálogo entre a religião e a ciência faz-se pela e na tolerância.

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